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O papel dos suplementos no aumento da imunidade

De acordo com números de uma pesquisa nacional feita pela Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais (ABIAD), 76% dos entrevistados afirmaram ter intensificado os cuidados com a saúde durante a pandemia, sendo que 91% apontaram como principal motivação o aumento da imunidade. Ainda segundo a pesquisa, essa preocupação fez com que 48% dos consumidores de suplementos aumentassem o uso.

A partir da pandemia, aumentou muito a procura por vitaminas e suplementos para todas as faixas etárias, de crianças a idosos. Também oferecemos esses produtos para fortalecer a imunidade, não só por causa do Coronavírus. Outras doenças também se tornam menos agressivas quando o organismo está com a imunidade alta”, afirma a farmacêutica Daiane Alves.

Segundo a nutricionista Alexsandra Medeiros, pós-graduada em fitoterapia e especialista em suplementação esportiva e clínica, a suplementação realmente pode tornar o organismo mais forte e resistente às doenças. “Além de tomar vitaminas, minerais ou complexos vitamínicos para aumentar a imunidade, é preciso um conjunto de ações, como manter uma alimentação saudável, dormir bem e praticar atividades físicas regularmente. As vitaminas e minerais não fazem o trabalho sozinhos. Para absorção dessas substâncias, o intestino também tem que estar funcionando perfeitamente”, explica.

Conforme Alexsandra, a maioria dos pacientes já chega ao consultório suplementando. “Usando vitamina C ou vitamina D, não propriamente sob indicação de um profissional de saúde. Esses suplementos fazem efeito realmente, mas temos outras vitaminas e minerais que são considerados antioxidantes e que aumentam consideravelmente a imunidade. São os casos de algumas vitaminas do complexo B, da vitamina E, do zinco e do selênio. Outros produtos também podem ser utilizados para reforço da imunidade, como o própolis verde e a cúrcuma”, detalha.

De acordo com a especialista, as suplementações para aumentar a imunidade em geral são indicadas nas carências de alguma substância no organismo ou quando o paciente tem alguns sintomas, como infecções de repetição.

Mas a nutricionista alerta: não é qualquer pessoa que pode utilizar os suplementos e é preciso ter cuidado com a quantidade. A prescrição tem que ser adequada à faixa etária e de acordo com as condições de saúde do paciente, pois pode apresentar riscos. “A vitamina C, por exemplo, pode aumentar a formação de cálculos renais e, nas pessoas com hemocromatose, é contraindicada, pois ajuda na absorção do ferro e essas pessoas já têm excesso de ferro no organismo. Outra questão é que algumas vitaminas podem se tornar tóxicas, dependendo da quantidade. A vitamina D em excesso, por exemplo, pode causar intoxicação. Por isso, a necessidade de tomar cuidado com quem indica esse tipo de produto. Se não for um profissional de saúde, não tem conhecimento de fato para saber se o produto terá efeito. A suplementação tem que ser feita por especialistas”, destaca.

Segundo a nutricionista, também é preciso deixar claro que essa suplementação não dá uma garantia, principalmente no caso da Covid-19, que vai surtir o efeito desejado. “Mas o que pudemos perceber foi que, em alguns casos, de pacientes jovens, a suplementação ajudou a amenizar os sintomas da doença”, pontua a especialista.

Fonte: Canal Içara




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